domingo, 3 de julho de 2011

Quinze anos: viro costas e caminho.

Olho para trás e vejo a enorme distância que percorri em tão pouco tempo. Acho vergonhoso pensar que há apenas um ano era dono de um pensamento raro para a minha idade, assombrosamente à frente de algumas pessoas com as quais convivia diariamente. Algumas coisas mudaram, outras não.

Agradeço sobretudo à amargura da vida por tanto me ter ensinado. Continuo com a ideia de que somos constantes aprendizes e dou-me feliz por isso. Ao contrário do que possa parecer, não me sinto mais velho relativamente ao que era. Simplesmente tenho todo aquele fogo para viver o máximo ao máximo, com um ligeiro mas fundamental toque de completa responsabilidade, centrada maioritariamente em mim mesmo.

Descobri que os erros são fundamentais (complementando a ideia que tinha anteriormente) à evolução de pensamento e, sendo muito sincero, tenho imensa pena de quem se achar perfeito, sem nunca ter passado pela vida com um pé vacilante. E foi por ter vivenciado tanta coisa, por as lágrimas me terem caído tantas vezes, por ter ganho tanto amor-próprio que decidi seguir em frente e deixar o passado no sítio onde pertence. É com toda a convicção que o digo (ou escrevo): é o começo de uma Nova Era.