Hoje sinto-me mal. Enfim, já não estranho os imensos conflitos interiores que vivencio desde que me lembro, mas começo a temê-los por me conseguirem deitar abaixo sem nenhuma razão em específico. Tenho que evoluir, mas sinceramente não sei bem como fazer esta passagem para um nível superior, sem deixar de ser fiel a mim mesmo. Isto, claro, porque independentemente do que diga, não é única e exclusivamente por mim que o quero fazer. No entanto, estou disposto a dar este salto que, espero eu, me vai trazer novas perspectivas de tudo em meu redor, novas vivências, novas responsabilidades e a tão ansiada estabilidade emocional. A pergunta que aqui continuamente se insinua é: Como?
Como o quê? Nem sei o que isto quer dizer. Não estou à espera de estar a tentar vezes sem fim e, de um dia para o outro, tornar-me numa pessoa completamente diferente. Não, trata-se de um processo gradual, lento e trabalhoso. Não há espaço para facilidades, mas também quem as quer? Eu pelo menos não as desejo, não no que diz respeito à minha evolução pessoal, partindo do pressuposto que esta se vai verificar.
Tenho fé. Em mim, claro. Se calhar era uma mudança que já deveria ter sido no mínimo planeada há algum tempo. Preciso disto e não posso constantemente andar a cair pelos cantos sempre que a vida não me corre como desejo e, como consequência, apelar a toda a extravagância que em mim encontre para se mostrar ao mundo e, para além de me revestir com mais uma capa de protecção, tornar a minha pessoa num erro digno de arrependimento. Grande dignidade.
Agora que o meu reflexo para mim não significa perfeição, mas sim necessidade de mudança, mais uma vez me pergunto: Como?
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